Violência financeira contra idosos
Enviada em 24/10/2021
O Brasil tem enfrentado, com frequência, problemas sérios e até constrangedores, como a corrupção nas instituições financeiras que realizam empréstimos com cláusulas abusivas e a falta de ética governamental em não informar às pessoas idosas sobre a violência financeira, duas mazelas fundamentais que, não existindo, deixariam essa parcela da população ciente dos riscos de alguns contratos, empréstimos e compras para terceiros. Além disso, o idoso por medo de denunciar o problema acaba se prejudicando ainda mais.
Em primeiro plano, deve-se entender que a corrupção presente nas instituições financeiras que realizam empréstimos ao idoso com cláusulas abusivas não deveria existir, entretanto, segundo a Central Judicial do Idoso, que, através de um gráfico exibido em 2016, mostrou que o maior tipo de violência contra o idoso é a de cunho financeira. Logo, faz-se necessária a ampliação da fiscalização governamental com o intuito de aprimorar a proteção dos idosos financeiramente. Nesse sentido, as fraudes contratuais e cláusulas abusivas diminuiriam e o idoso ficaria menos exposto a esses riscos.
Em segundo plano, vale ressaltar a falta de ética governamental em não massificar a informação para a pessoa idosa sobre a existência da violência financeira, o que agrava ainda mais o problema. Dessa maneira, os casos como de Maria Rosa de 80 anos, que no ano de 2015 em entrevista ao Estadão, informou que uma instituição financeira realizava saques de sua conta bancária indevidamente, se tornariam menos recorrentes. Nesse âmbito, seria essencial a disponibilização por parte do governo a divulgação da existência desta violência.
Portanto, para que práticas discursivas e transformadoras sejam estabelecidas sobre a violência financeira contra os idosos, deve-se fazer uma maior fiscalização por parte do governo nas instituições financeiras que realizam empréstimos ao idoso. Assim, caberia ao Ministério da Economia disponibilizar verbas para a criação de um novo departamento, que ficaria responsável por esta demanda de fiscalizar os estabelecimentos. Nessa perspectiva, o idoso estaria menos exposto às mazelas da violência financeira.