Violência financeira contra idosos
Enviada em 25/10/2021
Durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, foi aprovado o Estatuto do Idoso, o qual garante direitos da terceira idade como a preferência nas unidades de saúde e nos transportes públicos. No entanto, por mais que haja este código de leis, ainda persistem problemáticas no que tange à valorização deste contingente. Entretanto, dado o cenário de descaso com essa parcela da população, percebe-se um desafio na violência financeira contra os idosos. Nesse viés, ocorre devido à falta de fiscalização da aplicação do Estatuto do Idoso.
A princípio, é importante avaliar que administrar as finanças na velhice pode ser uma dificuldade, sobretudo dentro de casa. Mais da metade dos crimes de abuso econômico de idosos envolve os parentes mais próximos, como filhos, netos e sobrinhos. Dados do Disque 100, serviço de denúncias da ouvidoria da Secretaria dos Direitos Humanos do Governo Federal (SDH), mostram que dos tipos de violência cometidos contra os mais velhos, a financeira é a terceira maior do Brasil, atrás da psicológica (intimidação verbal ou não verbal, ameaças e humilhações) e negligência (abandono dos cuidados ao idoso).
Em seguida, é necessário examinar que este dilema não se limita ao contexto atual. As demandas da previdência social cada vez maiores. Isso é verossímil pois, tendo em vista um aumento da longevidade de vida e uma minimização da taxa de natalidade, é factível afirmar que, em um cenário futuro, a sustentação das aposentadorias ficar-se-á cada vez mais difícil, fato que implica a saúde (pelos altos preços de remédios) e o bem-estar desta população. Não obstante, constrói-se uma cadeia de complicações - ora pelo comprometimento dos direitos sociais, ora pelo obstáculo em garantir este direito trabalhista no país.
Torna-se premente, portanto, que deva haver ações para validar as prerrogativas do Estatuto do Idoso. Para tal fim, os órgãos governamentais devem, além de reformarem a previdência de forma eficiente, destinar verbas, arrecadadas de impostos, para projetos sociais como melhorias no transporte público - aumento-os de forma quantitativa e qualitativa -, e na saúde, criando um sistema de gestão mais habilitado para os idosos, com o intuito de contribuir com seu papel social. Como instituições de ensino, berço das ideologias, devem valorizar, nas aulas de Sociologia, a importância de possuir mentalidades mais solidárias com o contingente da idade anterior, realizando palestras e debates e contribuindo para os direitos dos idosos serem abandonados no território nacional.