Violência financeira contra idosos
Enviada em 26/10/2021
O conceito aristotélico de justiça considera a virtude como um pressuposto da ética, elemento indispensável para a obtenção da paz social. Entretanto, ao analisar a violência financeira contra o idoso, percebe-se como esse mecanismo não é efetivado na prática, em razão não só do desconhecimento da lei e dos seus direitos, mas também da errada ideia dos familiares de que o patrimônio da pessoa idosa lhes pertence e que podem decidir em nome dela. Com isso, o caos torna-se presente e, sobretudo, impede o alcance de uma harmonia conforme Aristóteles havia idealizado.
Primeiramente, é necessário destacar a falta de informação, como um fator que contribui para a manutenção da problemática, em função de práticas como forçar o idoso a assinar um documento, sem lhe explicar sua finalidade ou força-lo a fazer uma doação. De acordo com o alemão Johann Goethe, a maior necessidade de um Estado é a de governantes corajosos e ativos. Entretanto, ao observar a violência financeira contra o idoso, nota-se como essa prática, não é concretizada, visto que o poder público, ao invés de atenuar o impasse, continua sendo passivo e irresponsável.
Ademais, é preciso apontar o abuso familiar como outro elemento que fomenta a persistência do obstáculo. Já que, é uma prática comum dos idosos depositarem grande confiança nas pessoas mais próximas. Contudo, ele é deixado de lado e, as vezes, com as debilidades físicas e mentais surge a oportunidade de usurpar o idoso financeiramente. Assim, de acordo com quarto artigo dos Direitos Humanos, estabelece expressamente punições às pessoas que cometem atos de violência, dispondo que “Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, violência ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei.”
Diante dos fatos mencionados, para atenuar o problema da violência financeira contra o idoso, é preciso que o Governo Federal, faça valer as leis propostas nos Direitos Humanos, para assegurar os direitos dos idosos. Além disso, é de suma importância que o Estatuto do Idoso em parceria com os meios de comunicação, por terem um grande poder de persuasão, manter o idoso informado, para que ele possa se proteger e garantir o controle da sua vida financeira.