Violência financeira contra idosos
Enviada em 26/10/2021
Desde muito tempo, os idosos são vistos como fontes de conhecimento. Em Esparta, por exemplo, apenas as pessoas com mais de 60 anos eleger como leis, visto que eram os que adquiriam mais conhecimento e experiência. Porém, atualmente esse não é um pensamento que se faz presente em nossa sociedade, pois, de acordo com o jornal folha de São Paulo, a negligência com os idosos aumentou 16,4% em 2018. Por conseqüência, surge a problemática atual acerca da violêmcia financeira contra os idosos, que insiste em estar ligada ao nosso corpo social tanto em decorrência da falta de efetivação das garantias legais, quanto pela negligência no comportamento das famílias. Problemáticas que são analisadas para que medidas sejam atendidas afim de erradicá-las.
Em primeira instância, é importante pontuar a questão legal e sua aplicação. De acordo com Thomas Hobbes, o estado foi criado para garantir ao homem segurança, liberdade e bem-estar social. Contudo, observa-se que, apesar do estatuto do idoso afirmar que é dever do estado zelar e proteger legalmente esses indivíduos, há brechas que fazem com que essa máxima fique restrita apenas à teoria, como a dificuldade em conceder a aposentadoria. Nesse âmbito, destaca-se que segundo dados mais da metade das 16,2 milhões de famílias que vivem na pobreza extrema, são compostas por idosos, que recebem muito menos que o necessário para sobreviver.
Ademais, é claro que o núcleo familiar colabora para o immpasse em questão. Com o desenvolvimento da internet e disseminação dos meios de comunicação por grande parte do globo, criou-se a modernidade liquida, assim exposta pelo sociólogo Bauman, que é marcada pela fluidez das informações e pela fragilidade das relações sociais, fazendo com que vínculos afetivos, como o familiar, fique debilitado e/ou inexistente. Assim, observa-se que, em decorrência disso, muitas famílias acabam abandonando, agredindo e violando a integridade física e psicológica do idoso, diminuindo, assim, o direito dessa parte da população de ter qualidade de vida e gozar do direito básico de envelhecer saudável.
Portanto, depreende-se que a efetivação da garantia dos direitos humanos da pessoa idosa encontra problemas atualmente. Logo, faz-se necessário que o governo crie um ministério destinado a assegurar na prática os direitos dos idosos, melhorando e ampliando o serviço público de saúde, além de fiscalizar por intermédio de agentes fiscais que os idosos tenham seus direitos garantidos. Além de divulgar nos meios midiáticos campanhas que visem a conscientização sobre a importância de respeitar e zelar pela qualidade de vida da população idosa, a fim de mudar o pensamento social, fortalecer os vínculos sociais e afetivos e promover o envelhecimento digno da população brasileira.