Violência financeira contra idosos
Enviada em 27/10/2021
“A essência dos Direitos Humanos é direito a ter direitos”. Essa frase, da filósofa Hannah Arondt, aponta para a importancia de os direitos serem mantidos na sociedade. Entretanto, no que concerne à questão da violência financeira contra idosos, verifica-se uma lacuna na manutenção dos direitos humanos, o que configura um grave problema. Nesse contexto, tornam-se evidentes, como causas, tanto a priorização de interesses financeiros, quanto a falta de debate.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a priorização de interesses financeiros, presente na problemática. Theodor Adorno, filósofo da Escola de Frankfurt, cunhou o conceito de Industria Cultural para criticar a desvalorização da arte no contexto do capitalismo. Diante dessa perspectiva, problemas como violência financeira contra idosos florescem em virtude da supremacia de interesses financeiros, que acabam por ganhar grandes proporções. Assim, tem-se a objetificação de sujeitos e de práticas sociais como consequência, o que acaba por agravar o problema e dificultar sua erradicação, como já preconizou o filósofo.
Além disso, a violência financeira contra idosos também encontra terra fertil na falta de debate. O filósofo Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Por conseguinte, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate em torno da violência financeira que os idosos estão sofrendo, que tem sido silenciado. Assim, sem dialógo serio e massivo sobre o quadro, sua resolução é impedida.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Como solução, é preciso que a Rede Globo em parceria com serviços de segurança informem por meios midíaticos como se proteger dos perigos financeiros. Tais ações podem ocorrer através de comerciais informativos na Rede Globo. Desta forma, o Brasil poderá superar a violência financeira contra idosos.