Violência financeira contra idosos

Enviada em 30/10/2021

Em “round 6”, programa televisivo sul-coreano, retrata a história do personagem “456”, um sujeito viciado em apostas que morava com a mãe - já da terceira idade. Durante o enredo, mostra-se como o protagonista extorquia a senhora, aproveitando-se da sua relação com a vítima para ter acesso aos dados bancários e afins. Apesar de ficcional, a série reflete um problema abundante no Brasil: a violência financeira contra os idosos, fruto de um esteriótipo frágil e de uma exclusão digital.

Em primeiro plano, cabe ressaltar a importância de valorizar o público da terceira idade que só cresce no país, trazendo consigo uma bagagem de conhecimentos e experiências, entretanto, não é o que ocorre. Ainda em “round 6”, também é retratada a história do personagem “001”, um idoso que, mesmo já mostrando que sua sabedoria séria útil em alguns jogos, é marginalizado pelos demais participantes, sendo considerado fraco e um peso para a equipe. Paralelo ao nosso meio hodierno, brasileiros com uma idade mais avançada também são vistos como frágeis, tornando-os alvos fáceis para golpes financeiros.

Ademais, segundo Steve Jobs - fundador da Apple, a tecnologia move o mundo. Nesse prisma, vale evidenciar que um indivíduo adepto ao âmbito tecnológico está mais propício a não sofrer crimes cibernéticos, todavia, de acordo com uma pesquisa realizada pela revista “espacios”, 70% das vítimas de golpes pela internet são idosos, mesmo utilizando com menos frequência a rede, tornando-se até um problema de saúde pública, tendo em vista as consequências psicólogas em pessoas mais velhas, podendo levar ao óbito. destarte,os dados surgem como um reflexo de uma exclusão digital dos idosos.

Portanto, medidas são necessárias para minimizar o quadro atual, cabe o ministério da ciência, tecnologia e inovações, em parceria com as mídias digitais, a criação de programas educativos por meio de cursos gratuitos com o intuito não só de familiarizar a terceira idade ao meio cibernético, mas também de capacitá-la para evidenciar e prevenir possíveis golpes no âmbito tecnológico. Nesse contexto, só assim será possível amenizar a violência financeira contra o idoso, e, em adição, inseri-lo em nosso meio hodierno.