Violência financeira contra idosos
Enviada em 04/11/2021
No cotidiano da sociedade é comum o uso da seguinte expressão:“trate um idoso como você gostaria de ser tratado nessa idade”, usada para conscientizar os cidadãos da importância de ajudar as pessoas mais velhas. Porém, atualmente, ela parece não estar fazendo efeito, uma vez que, a população da terceira idade vem enfrentando diversos problemas. A violência financeira, no entanto, destaca-se por ser o abuso com mais casos, segundo o “Tribunal de Justiça do Distrito Federal”. O combate a esse tipo de violência enfrenta dois desafios: o fato da maior parte ser intrafamiliar e a falta de informações.
A princípio, é importante ressaltar que boa parte dos desvios financeiros ocorrem na família, principalmente por quem cuida do idoso, perante o “Ministério Público de Santa Catarina”. Dessa forma, a identificação da violência fica cada vez mais difícil, já que, por ser um membro familiar, os outros parentes ou até mesmo o idoso não duvidará que a pessoa está cometendo um crime, além disso, como nas maiorias das vezes o abusador é a única pessoa com acesso às contas bancárias da vítima, ninguém perceberá e o violador esconderá facilmente a violência. Ademais, ao descobrir a situação, a família nem sempre denuncia e toma as providências necessárias, por ser um parente próximo e existir um sentimento de pena.
Outro desafio é a desinformação que, de acordo com o “G1”, é a principal causa da violência financeira contra idosos, principalmente relacionada aos golpes. A questão problemática ocorre visto que os bancos estão inovando cada vez mais e migrando para os meios digitais, mas a terceira idade, sem uma fonte de informação e conhecimento desses recursos, viram vítimas fáceis, tanto para golpistas, quanto para abusadores intrafamiliares. Além do que, em casos de golpe, dificilmente a pessoa é alertada para evitar o problema, uma vez que essas informações só passam em programas televisivos e nas redes sociais, não acessíveis aos idosos.
Diante do exposto, os governantes do mundo, responsáveis por assegurar suas populações, deveriam incentivar que as famílias deixem dois ou mais parentes encarregados da questão financeira das pessoas mais velhas, por meio de anúncios publicitários, palestras e folders, com o intuito de que diminuam os casos de violência intrafamiliar ou que ela seja identificada mais facilmente. Ainda, a sociedade mundial, zeladora de seus direitos, poderia pressionar os governos para que os cidadãos da terceira idade tenham acesso mais rapidamente a alerta de golpes e aprendam a mexer nos meios bancários digitais, através de passeatas, abaixo-assinados e greves, com a intenção de tornar a vida mais igual para todas as idades.