Violência financeira contra idosos
Enviada em 29/10/2021
No conto “João e Maria” dois irmãos, que estavam perdidos, encontram a casa de uma esperta bruxa, que aproveita da inocência dessas crianças para capturá-las em sua armadilha. Analogamente, no Brasil, milhares de idosos inocentes caem em “armadilhas” e acabam vítimas da violência financeira. Tal abuso ocorre pela extorsão por parte de conhecidos e pelas práticas abusivas de algumas Instituições.
Em primeira análise, a violência financeira pode começar dentro de casa. Segundo dados do TJDFT, de todas as formas de agressão ao idoso, a financeira é a mais recorrente, isso se dá pelo fato de que os próprios familiares, muitas vezes, apropriam-se ilegalmente dos salários e dos patrimônios da pessoa idosa. Dessa forma, por essa situação ocorrer dentro do próprio núcleo familiar, é quase impossível o idoso conseguir se libertar sozinho dessa exploração.
Em segunda análise, algumas Instituições se aproveitam da falta de informação dos idosos para manipulá-los. Isso acontece através da insistência para a adesão de empréstimos consignados ou através de outras práticas abusivas, por isso é comum que pessoas da terceira idade estejam imersas em dívidas abusurdas, as quais elas não tinham intensão de contrair. Um exemplo é o da aposentada Maria Rosa, que deu seu depoimento ao ESTADÃO.COM alegando ter sido coagida, por uma determinada Instituição, a pagar empréstimos que não solicitou. Assim, é crucial alertar os idosos sobre possíveis abusos.
Em suma urge que o Ministério Público faça valer o código penal, o qual responsabiliza criminalmente indivíduos que pratiquem violência financeira, através da exigência de que a família comprove semestralmente o uso legal do patrimônio do idoso, a fim de evitar exploração. Outrossim, cabe ao núcleo familiar combater o abuso de certas Instituições, por meio do diálogo com o idoso, fornecendo conhecimento e dicas de proteção, com o intuito de que os idosos inocentes não sejam mais vítimas de violência financeira.