Violência financeira contra idosos

Enviada em 05/11/2021

Menos habituados com as novas tecnologias e, com elas, novos modos de vida, os idosos constituem a faixa etária mais exposta à violencia financeira, cujo principal meio de ocorrência é o digital. Primeiramente, isso acontece por causa de sua pouca habilidade e atenção na administração de contas bancárias. Depois, por esbarrarem na grande ineficiência dos serviços de assistência às dúvidas e prestamento de socorro nessas situações.

Em princípio, nunca se espera que a violência venha de quem mais se confia. Entretanto, pelo que o tempo e seus acontecimentos têm mostrado, é bastente interessante que a terceira idade saiba o que se passa em suas contas bancárias. Isso, porque tem sido razoavelmente comum, por incrível que pareça, que os agressores sejam pessoas, por exemplo, componentes do próprio núcleo familiar. Muitas vezes, alerta Douglas Roberto Martins, promotor de justiça, os idosos são coagidos para que assinem procurações, peguem empréstimos consignados, com desconto em folha, para quitar débitos ou comprar bens para filhos e netos.

Além disso, é incríevel que, em plena terceira década do século XXI ainda encontre-se dificuldade em atendimentos telefônicos e online. Nessas ocasiões, com o que ultimamente se tem deparado é muita “burocracia”, isto é, muita espera, pessoas e musiquinhas, e pouca qualidade na resolução dos problemas. Dessa forma, muitas vezes é quase inviável para esse grupo se livrar efetivamente dos golpes financeiros, já que, se mesmo os adultos entram em apuros nessas situações, quanto mais eles.

Cabe, assim, ao Ministério das Comunicações, sobretudo mediante comerciais televisivos e radiofônicos, divulgar informações de como receber assistência em casos de desconfiança de violência financeira, a fim de que pessoas da terceira idade tenham ciência de onde devem buscar ajuda na identificação e combate desses atos. Além disso, é necessário que o Ministério da Justiça e Segurança Pública, junto ao dito ministério de Estado, facilite as vias de atendimento aos idosos, aprimorando, sobretudo, a de telefone, para que, sem complicações, eles possam ser orientados na procedência desses casos.