Violência financeira contra idosos
Enviada em 18/11/2021
A violência financeira contra idosos representa uma questão alarmante para a sociedade contemporânea. A partir de tal problemática, percebe-se que muitos parentes e instituições bancárias cometem práticas abusivas, como o controle da vida financeira das pessoas mais velhas e a obtenção de dados pessoais para solicitar empréstimos. Essa situação pode ser explicada a partir de dois fatores: a confiança estabelecida com os parentes e o oportunismo das instituições sobre a falta de informações dos idosos.
Nesse sentido, a confiança estabelecida com os parentes mostra que há possibilidade de ocorrer a apropriação ilegal dos recursos recebidos pelas pessoas mais velhas, por exemplo, a previdência e o rendimento de patrimônios, visto que a administração dos benefícios e dos bens podem ficar sob a responsabilidade integral de algum familiar. Segundo essa perspectiva, o site de notícias Estadão relatou o caso de uma idosa que precisou denunciar a neta ao Ministério Público devido ao desvio do dinheiro da aposentadoria e os diversos empréstimos bancários feitos no nome da avó, uma vez que os recursos não eram repassados para as necessidades básicas, tais quais remédios e cuidados à saúde. Tal exemplificação, evidencia que a relação de confiança dos indivíduos mais velhos com os parentes pode resultar em abusos financeiros, e, por isso, deve-se ressaltar a importância dos idosos possuírem o pleno conhecimento sobre o valor dos próprios recursos e o rendimento dos bens.
Ademais, o oportunismo das instituições sobre a falta de informações dos idosos é visto quando, geralmente, eles não possuem o conhecimento técnico para compreender todas as cláusulas de contratos bancários, por exemplo. Conforme o site de notícias G1, diversos bancos são suspeitos de obter ilegalmente dados pessoais de clientes idosos, sobretudo os analfabetos, a fim de oferecer insistentemente empréstimos consignados, os quias podem cobrar alta taxa de juros no futuro. Por conseguinte, pode-se afirmar que é necessário possuir orientação adequada para assinar contratos.
Em suma, o governo deve ampliar a rede de proteção aos idosos, por meio da associação do Ministério Público e do poder Judiciário de maneira que aumentem não só o número de casos de violência investigados, como também os anos de punição, para que os familiares não abusem da relação de confiança com as pessoas mais velhas. Além disso, as instituições bancárias devem promover o pleno acesso às informações financeiras, por intermédio da introdução de profissionais capazes de auxiliar e de tirar dúvidas sobre contratos antes da assinatura deles, com o objetivo de evitar a falta de entendimento em relação à quantidade adicional que será cobrada pelos empréstimos futuramente. Dessa forma, será possível diminuir a violência contra idosos no país.