Violência financeira contra idosos

Enviada em 04/11/2021

Na obra “Triste fim de Policarpo Quaresma”, do pré-modernista Lima Barreto, o autor enfatiza, por meio do personagem principal, a visão de um Brasil sem defeitos. Em pleno século XXI, todavia, o país apresenta uma faceta contraditória ao ideal, por conta da violência financeira contra idosos. Desse modo, pode-se analisar a aceitação social e o descuido do Poder Público como causadores da problemática.

Primariamente, pode-se analisar a aceitação social como um fator determinante para a persistência do problema na coletividade. Nesse sentido, o conceito de banalidade do mal, desenvolvido pela socióloga Hannah Arendt, informa que, quando uma turbulência ocorre com bastante frequência e a sociedade não busca soluções, ela passa a ser vista como uma circunstância comum. Por essa ótica, é necessário pontuar que a falta de engajamento por parte da população brasileira para resolver tal situação resulta no fortalecimento da adversidade e que, consequentemente, o problema enfrentado pelos idosos se torne mais um caso sem solução. Logo, essa inadverntência corrobora a polêmica nas esferas sociais.

Ademais, outro fator é a negligência do Poder Público que corrobora o empecilho na federação brasileira. Nessa lógica, é necessário citar o Ministério da Cidadania que prevê uma diminuição no número de idosos que sofreram violência financeira, mas que, segundo uma pesquisa feita pela Folha de São Paulo, esse número apenas aumenta. Por consequência, fica evidente que a falta de ações, como aumentar a fiscalização e oferecer auxílio para as vítimas, por parte do Ministério faz com que a população idosa, que necessita de amparo, sejam os mais prejudicados. Em suma, é urgente a desconstrução do cenário em questão.

Sendo assim, medidas são necessárias para mudar esse panorama. É fundamental, em vista disso, que o Ministério da Cidadania crie campanhas de conscientização, por meio das redes sociais, mostrando fotos e vídeos de como combater a violência financeira sofrida pela população idosa, fazendo com que os cidadãos brasileiros tomem partido do problema e ajudem a combater o caso vigente. Por fim, poder-se-á transformar o Brasil em um país sem defeitos, da mesma maneira que disse Lima Barreto.