Violência financeira contra idosos
Enviada em 05/11/2021
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos superficiais e egoístas que regem essa nação. Não distante da ficção, o corpo social se mostra indiferente quanto à violência financeira contra os idosos. Assim, o descaso governamental e o estigma do corpo social com esta parcela da sociedade, demonstram que medidas são necessárias para conter tal problemática.
Precipuamente, é fulcral pontuar a negligência do governo. No livro “Cidadão de Papel” de Gilberto Dimenstein, o autor afirma que “os direitos constitucionais residem tão somente na teoria”. Nesse aspecto, evidencia-se o desamparo governamental com os cidadãos de idade avançada, que necessitam de apoio e políticas públicas direcionadas à segurança financeira de idosos. Dessa forma, a afirmação do autor se encontrar cada vez mais próximo da realidade contemporânea.
Por conseguinte, o estigma do corpo social contribuí para o avanço da problemática. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o corpo social é um organismo vivo que precisa manter-se unido a fim de encontrar seu pleno equilíbrio. Nessa perspectiva, o preconceito enfrentado por essa parte da sociedade, deixando-os marginalizados e suscetíveis à extorsão, quebra a diretriz solidária proposta pelo estudioso. Desse modo, não há formação de uma sociedade homogênea.
Dessa maneira, medidas exequíveis tornam-se necessárias para conter o avanço do problema. O Estado precisa direcionar capital que, por intermédio dos governos municipais, será revertido em palestras para idosos sobre a importância de se precaverem contra golpes financeiros. Ademais, compete ao núcleo familiar instruir sobre os cuidados monetários. Dessa forma, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da problemática.