Violência financeira contra idosos

Enviada em 09/11/2021

O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor inglês Thomas Morus no século XVI - retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra ficticia, mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante à violência patrimonial, problema ainda a ser combatido no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da ausência de ações efetivas por parte do Estado no suporte e fiscalização mas também do aproveitamento da falta de conhecimento dos mais velhos sobre a educação financeira. Desse modo, torna-se fundamental a análise dessa conjuntura para reverter esse quadro.

Nessa linha de raciocinio é primordial destacar que a carência de investimentos em apoio aos idosos deriva da ineficácia do Poder Público, no que conceme à criação de mecanismos, os quais coibam tais recorrências. Sob a perspectiva do filósofo contratualista John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais dos individuos e proporcionar relações harmónicas. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato social no cenário hodiemo brasileiro, visto que, devido à baixa de atuação das autoridades, muitos anciões continuam sofrendo esse tipo de violência, sem a noção das ações que devem ser tomadas. Destarte, fica evidente a ineficiência da máquina administrativa na resolução dessa situação caótica.

Além disso, a ignorância dos idosos sobre vida financeira apresenta-se como outro desafio da problemática. De acordo com o filósofo grego Platão, a ignorância é a raiz de todo o mal, portanto o fato dos mais velhos não se permitirem aprender a controlar seus benefícios ou dinheiro, os leva a confiar em terceiros que podem se aproveitar da situação e violar os direitos dos anciões, sem que eles tenham a consciência do mal que está sofrendo.

Infere-se, portanto, a necessidade de mitigação dos entraves em prol da diminuição da violência financeira contra idosos. Assim, cabe ao Congresso Nacional juntamente com o Tribunal de Contas Da União, um investimento campanhas midiáticas audivisuais que informem a população em geral sobre os direitos dos idosos e quais medidas devem ser tomadas após descobrir que pessoas estam sendo violadas. Ademais, o Estado deve oferecer profissionais que auxiliem os anciões no quesito de educação monetária, com o objetivo de minimizar golpes financeiros. Por consequinte, poder-se-á concretizar a ‘‘Utopia’’ de Thomas Morus na sociedade brasileira.