Violência financeira contra idosos

Enviada em 06/11/2021

A Constituição federal de 1988 é clara ao dizer que é dever de toda a sociedade preservar a ordem pública e o patrimônio, garantindo assim, a segurança. Contudo, nota-se que tal lei ainda não é efetiva no Brasil, visto que a violência financeira contra o idoso, ou seja, o uso de seu patrimônio, ainda se faz presente. Dessa forma, é necessário entender que o analfabetismo juntamente com o progresso constante da tecnologia contribuem com a problemática, sendo necessário mudanças.

Em primeiro lugar, é no mínimo negligente ignorar o analfabetismo impossibilita que o idoso tenha poder total sobre suas contas e seu patrimônio. Nesse sentido, com o mais velho tendo sempre a necessidade de um acompanhante que consiga ler, a violência financeira torna-se mais vigente, posto que os companheiros podem se aproveitar do momento para fazer uma transação irregular e outros. Nesse viés, segundo o ex presidente da África do Sul, Nelson Mandela, ‘‘a educação é a arma mais perigosa que pode ser usada para mudar o mundo’’. Entretanto, com o analfabetismo dos idosos sendo algo presente na sociedade, percebe-se que a educação dos mais velhos está sendo, de alguma forma, negligenciada, sendo necessário mudanças.

Outrossim, com o progresso da tecnologia, incluir os idosos aos novos meios e torna-los independentes tem sido cada vez mais difícil. Sendo assim, os mais velhos vêm se tornando mais vulneráveis a cair em golpes e fraudes na internet, o que contribui com o avanço da violência financeira. Dessa maneira, nota-se que o Estado não tem garantido o bem-estar de todos, o que se configura como um rompimento do contrato social teorizado pelo filósofo Thomas Hobbes. Sob tal ótica, são necessárias ações que incluam os idosos nos meios tecnológicos.

Infere-se, portanto, que o Estado, principal responsável por garantir a equidade na sociedade, por meio de verbas, deve integrar os idosos no âmbito escolar, a fim de extinguir o analfabetismo. Alem disso, as mídias, principal dissipadora de informações, por meio de comerciais explicativos é responsável por garantir a inclusão do idoso nas tecnologias da atualidade, ensinando-os a utiliza-las e impedindo os golpes e furtos. Fazendo isso, a Constituição de 1988 será finalmente posta em prática, vivenciando uma sociedade inclusa e harmônica.