Violência financeira contra idosos

Enviada em 08/11/2021

O filme estadunidense “Eu me importo” retrata a trama de uma vigarista renomada guardiã legal que obriga idosos a entrarem para um sistema de curadoria e usurpa os bens destes. Infelizmente, fora da ficção, é comum que a terceria idade sofra com diversos golpes financeiros, tendo em vista a vulnerabilidade dessa classe, fato problemático que deve ser extinto de imedianto. Desse modo, é necessária uma discussão mais efetiva no que tange à negligência estatal e o analfabetismo das vítimas.

Cabe analisar, de início, o impacto da negligência governamental que proporciona efeitos negativos para a sociedade brasileira. Nesse viés, o jornalista Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadão de papel” afirma que a legislação brasileira é ineficaz, visto que, embora aparente ser completa na teoria, muitas vezes, não se concretiza na prática. Prova disso, é a ausência de políticas públicas satisfatórias  voltadas para assegurar o Estatuto do Idoso, que é fundamental para a extinção da violência financeira contra os idosos. Dessa forma, as ínfimas quantidades de meios para denunciar os crimes é um fator que provoca o aumento do numero de casos, pois apenas as denúncias pelo disque 100 não abrangem todos os casos e proporcionam o desamparo a terceira idade.

Outrossim, vale salientar que segundo Immanuel Kant, o homem é produto de sua educação. Partindo desse pressuposto, é nítido que idosos que não são alfabetizados tem a maior chance de serem vítimas de golpes financeiros, pois a educação é um fator preponderante que facilmente evitaria tais crimes contra a terceira idade. Dessa maneira, é de extrema importância que o Estado ampare e capacite os anciãos para que não sofram abusos.

Portanto, medidas são necessárias para mitigar o problema. Para tanto, cabe ao Poder Público criar delegacias especializadas, por meio de um projeto de lei que será tramitada e aprovada na Câmara dos Deputados, a fim de tratar todas as acusações. Para isso, é fundamental as novas delegacias criem novos canais de denúncias, como por exemplo via internet,  com o intuito de promover maior abrangência de casos e para que atendam com exclusividade cada crime. Com isso, o Estuto do Idoso estará de fato assegurado pelo Estado.