Violência financeira contra idosos
Enviada em 09/11/2021
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à segurança e o bem-estar social. Conquanto, a violência financeira praticada contra idosos impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito, uma vez que a falta de conhecimento e também a complacência do Estatuto do Idoso corroboram com tal situação. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Sob essa perspectiva, o livro “Vidas Secas” do escritor brasileiro Graciliano Ramos, retrata a vida de Fabiano, um homem rude e desprovido do saber, no qual é humilhado e destratado por aqueles que detinham conhecimento. Assim, ao analisarmos a atual situação da sociedade brasileira, nota-se que a falta de conhecimento dos idosos é o fator primordial para ocorrência do imbróglio, uma vez que por não terem experiência suficiente acabam caindo em golpes e sendo vítimas de ações criminosas, principalmente virtuais, já que parte majoritária desse grupo social não possui um vínculo desde cedo com aparelhos eletrônicos e seus contínuos avanços.
Ademais, a complacência do Estatuto do Idoso em relação a violência financeira representa um entrave para sua revolução. Consoante o sociólogo Zygmunt Bauman, no livro “Modernidade Líquida”, o individualismo é uma das principais características da pós-modernidade. Em consequência disso, o Estatuto do Idoso tende a reduzir a análise crítica dos aspectos sociais e, por conseguinte, negligenciar a tomada de medidas robustas e peremptórias que combatam o crime financeiro. Dessarte, tal problemática tende a persistir, pois um quadro de panorama líquido fundamenta a condescendência do Estatuto do Idoso.
Convém, portanto, ao governo federal em parceria com o Estatuto do idoso, elaborar fiscalizações mais eficientes, por meio de instituições financeiras, com o objetivo de impedir crimes e violações patrimoniais da pessoa idosa. Dessa forma, a população igual ou superior a 60 anos terá os seus direitos postos em prática como é garantido na Declaração Universal dos Direitos Humanos, pois garantir o bem-estar, saúde, segurança, educação, é obter ordem e progresso da nação.