Violência financeira contra idosos
Enviada em 10/11/2021
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas devem ser tratadas com a mesma importância em uma democracia. Todavia, quando analisada a questão da violência financeira contra o idoso, é possível afirmar que uma parcela de idosos no Brasil são expostos a situações humilhantes e desmoralizantes. Desse modo, o acesso à informação e as penalizações são mister para combater esse cenário no Brasil.
Em primeiro lugar, destaca-se o acesso à informação como um empecilho à resolução do problema. Nesse viés, de acordo com o filósofo Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”. Logo, é notável que a falta de informações acerca de como se proteger de um prejuízo financeiro torna essa população mais vulnerável a golpes.
Em segundo lugar, destaca-se as penalizações como uma maneira eficiente de coibir associações ou pessoas mal intencionadas de violentar financeiramente os idosos. Nesse sentido, Marx traz uma relevante contribuição ao defender que o capitalismo prioriza lucro em detrimento de valores. Ademais, o Ministério Público de São Paulo realizou uma ação civil pública em 2013 proibindo associações que ofereciam serviços jurídicos “gratuitamente” com intenções antiéticas. Assim, quando não há valores urge a necessidade de punições.
Portanto, medidas são necessárias para amenizar o quadro atual. Para que o acesso à informação de como evitar danos financeiros seja difundido entre a população idosa, é necessário que o Ministério da Educação (MEC) crie, por meio de propagandas nos meios de comunicação, “minutos informativos” que permitam que os idosos fiquem inteirados acerca do que é violência financeira e como se proteger. Além disso, leis que visam a penalização de organizações e indivíduos mal intencionados deverão ser realizadas a fim de diminuir os golpes financeiros contra os idosos. Somente assim, será possível reduzir a violência financeira contra os idosos.