Violência financeira contra idosos

Enviada em 19/11/2021

Segundo o filósofo Aristóteles, a velhice não deveria ser entendida como doença, pois não é algo contrário à natureza. À vista disso, a sociedade interpreta a velhice como uma barreira para a compreensão da dinâmica atual do mundo e, por diversas vezes, explora essa falta de auxílio para enganar os idosos. Assim, no que tange à violência financeira contra os idosos, pode-se pontuar os seguintes problemas: a negligência do Estado com as pessoas na terceira idade e o desinteresse da comunidade em cooperar com essa causa.

Primeiramente, é imprescindível destacar que o Governo Federal ignora as principais necessidades dos idosos. De acordo com o Estatuto do Idoso – que tem como principais objetivos proteger e assegurar a integridade dessas pessoas – a segurança contra qualquer tipo de exploração é mantida como fator fundamental para o progresso da população na terceira idade. No entanto, na prática, os idosos não são completamente amparados pelo Poder Público ao terem suas finanças comprometidas por terceiros e enfrentam inúmeros obstáculos no combate a esse crime, como a dificuldade em encontrar um advogado, longa espera durante a disputa jurídica e acordos judiciais injustos para as vítimas. Logo, faz-se necessária a inversão desse quadro.

Ademais, esse panorama negativo também se evidencia na insuficiência de apoio do corpo social aos idosos. Conforme o renomado educador Paulo Freire, o diálogo cria base para a colaboração. Analogamente, a população não se esforça o bastante para debater tal tema e, consequentemente, gerar algum efeito positivo na vida dos idosos. Além disso, mesmo oferecendo alguns privilégios, as grandes empresas não se dedicam em promover ferramentas que facilitem o entendimento dessa parte da comunidade sobre possíveis golpes aplicados por criminosos e como evitá-los. Sob esse viés, entende-se que os idosos, que em muitos casos também são abandonados pela família, não encontram assistência do restante da população.

Diante do exposto, urge, portanto, medidas para a resolução do impasse. Dessa forma, para que a violência financeira contra o idoso acabe, é preciso que o Ministério da Cidadania, em parceria com o Ministério da Economia, através da contratação de novos advogados, que possam ser contatados por meio de um número próprio para reuniões gratuitas em casos de crime contra o idoso ou para sanar dúvidas jurídicas, coopere para facilitar a busca pela justiça ao cidadão na terceira idade e para prevenção de golpes, no intuito de democratizar o acesso à serviços e informações ao idoso. Nesse sentido, a observação realizada por Aristóteles será conferida.