Violência financeira contra idosos
Enviada em 13/02/2022
Conforme a Constituição de 1988, os idosos possuem direito ao amparo, à participação em sociedade, à dignidade e ao impedimento de toda crueldade contra eles. Entretanto, essas concessões, muitas vezes, não são alcançadas por esses cidadãos, pelo fato de existir uma violência financeira em relação aos indivíduos. Esse quadro é fruto de uma sociedade aproveitadora das condições dessas pessoas, o que gera prejuízos para a vida delas.
Nesse sentido, com o passar da idade, problemas são desenvolvidos, como a dificuldade para enxergar, não compreensão de palavras rebuscadas ou não conseguirem realizar uma leitura. Dessa forma, existem pessoas que beneficiam-se dessas adversidades apresentadas pelos idosos e aplicam golpes monetários neles. Por exemplo, fazem propostas falsas, contratos com inclusões não reconhecidas pelos cidadãos e furtos. Segundo Virginia Woolf, de tudo o que existe, nada é mais estranho que as relações humanas e a irracionalidade delas. Em vista disso, os criminosos executam uma violência financeira com os cidadãos que possuem, geralmente, apenas o salário da aposentadoria para sobrevivência, o que prejudica diversos setores da vida dessas vítimas.
Por consequência disso, esse fato é feito por familiares, instituições ou pessoas desconhecidas. Assim, quando os indivíduos percebem a falta de dinheiro, ficam preocupados, pois possuem gastos com médicos, remédios e custos residenciais. Com isso, há um prejuízo da saúde mental e física desses indivíduos, em razão de terem a renda financeira comprometida e ficarem receosos com a situação. Nesse contexto, com a coibição dos direitos dos idosos presentes na Constituição Brasileira, a vida dessas pessoas é dificultada por causa de um crime financeiro.
Portanto, cabe ao Poder Legislativo intensificar a Lei 10.741/2003, que é contra a violência financeira feita com os idosos, por meio do aumento do valor das multas e do tempo das penas, à vista de que as pessoas reflitam antes de realizarem esse crime. Ademais, o Ministério da Saúde, órgão responsável pela bem-estar da sociedade, deve executar projetos com os cidadãos que passaram por esse problema, por via da contratação de médicos que farão terapias cognitivas com esses indivíduos, com o fito de que eles possuam uma melhor realidade.