Violência financeira contra idosos

Enviada em 21/02/2022

No seriado sul-coreano Round 6, representa-se a luta de pessoas endividadas, em busca de um prêmio monetário para resolver seus problemas. Diante disso, semelhante à ficção, na realidade, o público idoso encontra-se na mesma situação de escassez, causada pela violência financeira, tanto por endividamento, quanto pelo uso indevido de seu capital por terceiros. Dessa forma, é imprescindível discutir o preconceito familiar contra a pessoa idosa, além das cobranças bancárias indevidas sobre esse público como propulsores desses entraves.

Nesse sentido, é notório relatar que o ageísmo é muito presente na sociedade brasileira, especialmente na família, dado que expressões como “vovô é velho, vovó é ultrapassada” são comuns no cenário do país. Nessa conjuntura, por considerarem os idosos incapazes, tornam-se responsáveis por suas finanças, o que, por fim, retira-se a liberdade desse cidadão, o qual trabalhou muito por tudo o que tem. Sob esse viés, ratifica-se o descrito por Raduan Nassar, em sua obra Lavoura Arcaica “rico é o homem que aprende a conviver com o tempo, a respeitar o tempo”, pois o envelhecer é natural da vida, portanto, não deve ser menosprezado e, só assim, os anciãos da Nação serão tratados com virtude.

Ademais, de acordo com o Estatuto do Idoso, é conferido ao idoso todos os direitos fundamentais à pessoa humana. Todavia, não é raro ver Instituições e pessoas, as quais se aproveitam do desconhecimento tecnológico e bancário dos mais velhos para extorqui-los, por meio de promoções falsas, juros indevidos e até falsas denuncias de sequestro. Assim, como ocorreu com a aposentada Maria Rosa, da qual o banco cobrou empréstimos irregulares, fazendo-a pagar mais do que devia.

Destarte, é inegável que a violência financeira contra o idoso deve ser combatidos e, para isso, é preciso que o Ministério da Propaganda, por meio de campanhas regulares na Mídia contra o preconceito e a violência aos mais velhos, ensine os cidadãos o respeito à pessoa idosa, com o objetivo de quebrar o ideal de invalidez desse público e, com isso, eles alcancem sua dignidade. Além disso, é mister que o Poder Público aumente a fiscalização nos bancos e nas redes socias, a fim de combater cobranças indevidas e golpes, assim como os de Maria Rosa.