Violência financeira contra idosos
Enviada em 01/03/2022
Na Antiguidade Clássica, Aristóteles defendia que o indivíduo detém uma característica fundamental à manutenção da humanidade: a capacidade de viver em harmonia. Todavia, os brasileiros estão distantes da civilidade pregada pelo filósofo, haja vista a perpetuação da violência financeira praticada contra os idosos. Com efeito, pressupõe que se combatam não só a negligência estatal, mas também a escassa abordagem acerca do tema.
Em primeira análise, convém ressaltar a inoperância governamental como uma das causas do problema. Segundo a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado garantir o bem-estar da sociedade. Sob essa ótica, vale pontuar que a falta de medidas governamentais para reverter o impasse da violência financeira contra os idosos contribui, exponencialmente, para a sua permanência. Dessa forma, é indispensável que o estado una forças internas a fim de cessar essa problemática na contemporaneidade brasileira.
Outrossim, é importante pontuar que a escassa abordagem acerca do tema colabora para a dificuldade em findar a violência contra o idoso no Brasil. Segundo o promotor de justiça Douglas Roberto Martins, em entrevista dada ao Mpsc Notícias, a melhor forma de se proteger é se manter informado. Consoante a isso, é notória a importância e a necessidade dos órgãos responsáveis criarem meios que venham a informar a população, principalmente os idosos, sobre como se previnirem e se protegerem de possíveis violências financeiras.
Portanto, mediante os fatos supracitados, é imprescindível que os órgãos governamentais responsáveis criem projetos, por meio de leis, que visem adicionar mais guardas vigilantes ao lado dos caixas eletrônicos, com a finalidade de direcionar uma rede de proteção maior aos idosos que acabam sendo enganados por pessoas que fingem estar ajudando nas transações bancárias. Ademais, é fundamental que a mídia crie, através de decretos, comerciais e palestras que venham a conscientizar a população - principalmente a camada idosa - a respeito da violência financeira presente na sociedade, com o intuito de fazer com que desenvolvam a habilidade de se prevenir contra essa prática horrenda. Assim, a civilidade pregada pelo filósofo poderá se consolidar.