Violência financeira contra idosos

Enviada em 05/07/2022

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu sexto artigo a importância da igualdade como dependente de todo cidadão brasileiro. Entretanto, isso não acontece quando observamos a violência contra idosos atualmente no Brasil, onde muitas vezes é causada pelos familiares os quais acreditam que o patrimônio da pessoa idosa lhes pertence e que podem decidir em nome dela e manipulação psicológica. Logo, é necessário analisar estes fatores.

Em uma primeira análise, deve-se exigir medidas governamentais para combater a violência contra os idosos. Nesse sentido, muitas famílias atualmente acreditam que o fato de a pessoa já ter uma idade avançada, ela não pode mais tomar suas próprias decisões sobre sua questão financeira, com isso, acaba tomando posse de algo que não lhes pertence. Essa situação se encaixa no “contrato social” de Jonh Locke, a qual o estado não cumpre seu dever de garantir que os cidadãos desfrutem de seus direitos, nesse caso a igualdade.

Além disso, é fundamental apontar a manipulação psicológica como impulsionadora desse problema. Segundo o site “TDJFT” 29% dos idosos já alegaram que sofreram violência psicológica desde 2007. Diante disso, o manipulador na maioria das vezes consegue tirar proveito de qualquer situação, seja ela financeira ou não, causando danos psicológicos naquele que esta sendo manipulado, já que, não consegue tomar suas próprias escolhas sozinho. Logo, é inadmissível que este cenário continue a se pendurar.

Conclui-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, o Apoio ao Consumidor e a Associação Brasileira de Apoio Aos Aposentados, entre em contato com os idosos, por meio de visitas residenciais, cartas, a fim de garantir o direito à revisão de benefícios financeiros e outros serviços beneficiários. Assim, criando uma sociedade mais juntas, onde o estado cumpre seu “contrato social”, tal como afirma Jonh Locke.