Violência financeira contra idosos

Enviada em 18/07/2022

O romance “Utopia”- escrito no século XVI pelo escritor e filósofo Thomas Mor- retrata uma civilização ideal e livre de erros, onde o mecanismo social é altamente criterioso e desprovido de desarmonia e complicações. Nesse sentido, tal obra fictí-cia mostra-se distante da realidade contemporânea no que se refere à violência fi-nanceira contra os idosos, problemática ainda a ser enfrentada. Esse panorama la-mentável ocorre não só pelo descaso governamental, mas também pela invisibili-dade desse problema. Desse modo, torna-se fundamental a análise dessa conjun-tura para reverter essa situação.

Nessa perspectiva, acerca da lógica referente ao abandono por parte do gover-no, é válido resaltar o livro “Cidadão de Papel” de Gilberto Dimeinstain, o qual des-taca que as leis e os direitos previstos no papel dificilmente chegam até a popula-ção. De acordo com o pensamento anteriormente supracitado, ocorre um certo es-quecimento do Estado para com a população idosa referente à garantia dos seus direitos. Descarte, fica evidente a ineficiência da máquina administrativa na resolu-ção desse quadro.

Além disso, o não destaque dessa problemática mostra-se como outro desafio a ser enfrentado. Dessa forma, de acordo com Sérgio Buarque de Holanda, em seu li-vro “Raízes do Brasil”, a negligência é o principal fator para que os problemas per-petuem durante a história. Tendo isso em vista, é notória a persistência dessa agressão com a população mais velha devido à falta de destaque dessa situação. Portanto, faz-se necessária a remediação desse empecílho.

Diante disso, é urgente a necessidade de mitigação dos entraves em prol da so-lução da violência financeira para com os idosos. Assim, cabe ao governo, por meio do Ministério Público Federal, a fiscalização das leis com o objetivo de garantir os direitos de toda a população. Ademais, é de responsabilidade da sociedade como um todo, por meio das mídias sociais, a divulgação desse terrível problema, com a finalidade de garantir sua devida evidência e importância. Sendo assim, para que possa se cumprir a “Utopia” de Mor na sociedade brasileira.