Violência financeira contra idosos
Enviada em 20/07/2022
Para o filósofo Edgar Morin, o homem é espécie, cultura e organismo, e, portanto não se dissocia dos saberes e nem do meio. Essa compreensão a respeito das forças sociais que atuam sobre o indivíduo é pertinente na discussão sobre a violência financeira contra idosos, tendo em vista que esse revés faz-se presente nos dias que correm. Nesse cenário, a negligência governamental e falha na educação se juntam como fatores preponderantes na análise em questão.
A priori, é preciso voltar um olhar para a negligência governamental e em como afeta diretamente na violência financeira. De acordo com o artigo 5º da Constituição de 1988, todos os indivíduos tem dieito à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Com base nessa assertiva, é visto que grande parte dos idosos não tem todos esses direitos, pois são violados financeiramente por familiares, conhecidos e Instituições. Logo, é necessário leis mais severas para punir esses infratores.
Ademais, vale considerar a falha na educação como um grande provedor do impasse. Essa assertiva é justificada pela falta de interesse do governo em introduzir a educação financeira e social na grade escolar, falhando assim na formação do sujeito. Essa constatação vai em encontro com o pensamento do filósofo Immanuel Kant, pois ele acreditava que o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele, concepção essa que pode ser facilmente compreendida ao analisar com cautela a questão que tanto assombra a sociedade brasileira. Logo, é intolerável que esse cenário continue a perdurar