Violência financeira contra idosos

Enviada em 15/09/2022

De acordo com Aristóteles, “A base da sociedade é a justiça”. Entretanto, o contexto do Brasil do século XXI contraria-o, uma vez que a violência financeira contra os idosos demonstra-se como uma questão de injustiça, o que desestrutura a base da sociedade brasileira. Nesse contexto, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da impunidade e da falta de debate.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a impunidade presente na questão. Nesse sentido, o ativista político Martin Luther King pontua que “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar”. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que diz respeito à violência financeira contra os idosos, o que torna a solução do impasse ainda mais complexa.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a ausência de debate. Sob esse viés, a professora Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, há um silenciamento instaurado sobre a violência financeira sofrida pelos idosos, posto que pouco se fala sobre o assunto no tecido social, tratando o tema como algo supérfluo. Assim, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a pensadora.

É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Cidadania devem desenvolver palestras em espaços públicos direcionadas ao público idoso, a serem transmitidas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com vítimas de golpes financeiros e especialistas no assunto, a fim de efetivar a elucidação da população sobre o tema. Além disso, nesses eventos, é preciso discutir a compreensão dos eventos históricos no combate à violência financeira na terceira idade. Talvez, assim, seja possível construir um universo de que Aristóteles pudesse se orgulhar.