Violência financeira contra idosos

Enviada em 05/10/2022

O Estatuto do idoso, promulgado em 2003, assegura o direito à segurança dos idosos. No entanto, esse direito não está sendo garantido, visto que a violência financeira contra os idosos é presente no Brasil. Esse revés é ocasionado pela negligência do Estado e a desinformação.

Nesse contexto, a negligência do Estado coopera com a violência financeira contra os idosos. Nesse viés, é pertinente trazer o pensamento da filósofa Hannah Arendt — diz que: " A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direito". Dessa forma, depreende-se que o Estado é contrário a esse pensamento, pois infelizmente não prioriza a assistência social para os idosos, um direito assegurado pelo Estatuto, sem uma assistência social as chances de golpes financeiros e apropriação de bens ilicitamente será presente no Brasil. Por isso, é indispensável que o Estado priorize o direito previsto na lei.

Ademais, é igualmente preciso apontar a desinformação como outro fator que contribui com o empecilho. Para Djamila Ribeiro — “É necessário tirar uma situação de invisibilidade para que soluções sejam promovidas”. Contudo, sem informação os idosos ficam mais vulneráveis à violência financeira, pois não vão saber distinguir quando alguém estiver com intenção de aplicar golpes, porque não possuem conhecimento sobre a problemática tenderá a cair em golpes. Dessa forma, o idoso que não conhece, minimamente, sobre a violência financeira, tenderá a cair em golpes, por isso é primordial o debate sobre o tema.

Portanto, para que a violência contra os idosos deixe de ser presente no Brasil. Cabe ao Ministério Público — Órgão responsável pela defesa dos interesses sociais, em parceria com a sociedade civil, garantir a segurança desses idosos, por meio de campanhas informativas, com a finalidade de que esse corpo social esteja seguro. Mediante a essas ações concretas o direito assegurado pelo Estatuto do idoso será assegurado.