Violência financeira contra idosos
Enviada em 04/10/2023
A população brasileira está passando por um processo de envelhecimento e, com isso, surgem novos problemas. Sob essa perspectiva, a violência financeira contra idosos vem ganhando destaque. Nesse sentido, os bancos financeiros e a família contribuem para a continuidade da ação.
Em primeira análise, ressalta-se o papel das instituições financeiras. No filme “Eu me Importo”, da Netflix, uma vigarista, que se passa de administradora de bens de idosos, os rouba. Na mesma ideia da obra cinematográfica, os bancos se passam como bons gestores e empurram créditos, devido a vulnerabilidade do público mais velho, o que equivale como uma violência financeira também. Logo, a falta de transparência dos fornecedores de créditos aparece como uma das principais causas.
Além disso, outro ponto que merece destaque é o papel familiar. De acordo com o Estatuto do Idoso, estão previstas como crime o ato se receber ou desviar bens do ancião. Porém, mesmo sendo uma prática fora da lei, a família por muitas vezes ser o único laço do ser longevo acaba manipulando ou até extorquindo, e a pessoa roubada fica desamparada. Assim, ferramentas devem ser feitas para evitar furto.
Portanto, o governo federal, que é o órgão responsável pela administração pública do Brasil, deve criar uma lei que impeça outro familiar de fazer transações bancárias sem a presença do respectivo responsável idoso, por meio de votação no Congresso Nacional, a fim de evitar violência financeira contra os anciões. Outrossim, o Ministério da Economia deve baixar uma portaria que impeça créditos escondidos no contrato, com intuito de evitar perdas financeiras por parte dos mais velhos.