Violência financeira contra idosos
Enviada em 04/10/2023
A teoria do Contrato Social de Thomas Hobbes, diz que é dever do Estado garantir os serviços necessários para o bem-estar da nação. Porém, ao traçar um paralelo com a sociedade contemporânea não é isso que ocorre pois não há o cumprimento deste contrato, nem medidas para garantir o letramento dos idosos contra golpes financeiros. E isso ocorre pela falta de informação e pelo descumprimento da legislação. Logo, urge a reversibilidade do cenário em questão.
Em primeira análise, é necessário pontuar que como os idosos não são instruídos digitalmente e não sabem reconhecer golpes, o que os torna mais suscetíveis a crimes de violência financeira. De acordo com uma pesquisa exibida pelo G1, dados oficiais do governo mostram que o número de golpes contra pessoas idosas cresceu mais de 70% no país em 2023 em relação a 2022, também foi citado na pesquisa o desamparo que os idosos passam após o golpe, de não saber a quem recorrer. Assim, devido a falta de informação se tornam mais vulneráveis.
Em segunda análise, é notório que mesmo os golpes serem considerados crime de acordo com a lei, os indivíduos que realizam esses atos não são devidamente responsabilizados. No questionamento, “As leis existem, mas quem as aplica?”, exposto na obra “Divina Comédia” escrita por Dante Alighieri, reflete uma crítica a fraqueza humana, pois apesar das leis existirem, elas podem ser mal aplicadas ou ignoradas, devido a natureza falha de quem as aplica. Dessa forma, a negligência que há na responsabilização de criminosos contribui para o alastramento da problemática.
Portanto, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, órgão responsável pela supervisão e controle das atividades da ciência e tecnologia, criar políticas informativas a respeito de golpes e uma melhor regulamentação dos meios tecnológicos, por meio da disseminação em veículos de comunicação e da fiscalização rigorosa com a finalidade de cumprir o Contrato Social demonstrado por Thomas Hobbes.