Violência financeira contra idosos

Enviada em 28/10/2023

Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade em que todos possuem seus direitos assegurados de forma efetiva, além de relatar um cenário livre de problemas políticos e sociais. No entanto, a realidade é contrária ao que o autor prega, já que a violência financeira contra os idosos é uma celeuma persistente. Isso ocorre ora pelo descaso governamental ora pelo silenciamento.

Sob esse viés, é notório que a omissão governamental é um grave empecilho. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garanir o bem-estar dos cidadãos. Entretanto, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto a proteção aos idosos que não possuem condições mentais de pedirem ajuda, em que são roubados em suas próprias casas sem saberem, no qual criar leis para a proteção acaba sendo irrelevante, já que não conseguem denunciar, uma vez que o governo está cumprindo seu papel como agente fornecedor de direitos mínimos, gerando uma falsa sensação de cidadania.

Além disso, a falta de discussão é um grande impasse. De acordo com a filósofa Djamila Ribeiro, é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Contudo, há um silenciamento instaurado na questão dos próprios bancos praticarem violência financeira aos idosos, oferecendo serviços e fazendo eles assinarem coisas que não entendem, colocando-os em dívidas eternas, em que por ser um mundo capitalista, tal ato passa despercebido, uma vez que pouco se fala sobre isso nas mídias de grande acesso, tratando essa pauta como algo supérfluo.

Portanto, é imprescindível agir sobre esse contexto caótico. Para isso, o Governo Federal deve criar uma agenda específica para aqueles que não possuem capacidade metal de pedir ajuda, em que a partir dos 60 seja obrigatório a presença de assistência social, por meio da organização de projetos e fundos, a fim de reverter o descaso governamental. Paralelamente, é preciso intervir no silenciamento presente no problema, implantando agentes federais em bancos, que vigiem o tratamento e as negociações suspeitas evolvendo idosos. Dessa forma, poder-se-á concretizar a “Utopia” de More na sociedade.