Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 14/05/2018
No filme “Preciosa” é visível as frequentes agressões realizadas contra a protagonista Claireece de apenas dezesseis anos por seu pai e sua mãe. Fora das telas de cinema não é diferente, uma vez que, casos de violência infantil tem aumentado gradativamente. Uma realidade vivida no Brasil traz consigo inconveniências para que seja combatida ligada à origem do problema e aos danos causados à criança.
O ser criança dos tempos atuais não é o mesmo conceito de décadas passadas. Antes, ela era identificada como um adulto em miniatura e colocada para realizar diversas tarefa consideradas hoje, inapropriadas para as mesmas. Em excesso , era habitual na sociedade patriarcal que se mantivesse práticas abusivas e destrutivas com os filhos sem que houvesse nenhuma repressão. Ou seja, infelizmente a violência infantil não é um assunto de cunho contemporâneo e sim arraigado na cultura brasileira.
Em demasia, os danos físicos e psicológicos suscitados nas crianças devidos às atitudes grotescas dos adultos, secundam para o desfavorável cenário. Além delas se tornarem indivíduos mais propensos a adquirirem doenças como obesidade e depressão, a omissão da vítima diante dos crimes cometidos com a mesma, originado do medo de constantes ameaças dos agressores, impedem que o Estado possa interferir com mais eficiência nesses casos.
É evidente portanto que as dificuldades para suprimir a violência infantil ainda persistem. Assim como existem cursos matrimoniais antes do casamento, o Ministério da Justiça pode criar um projeto de lei que obrigue todos os cidadãos a realizarem um curso - com profissionais familiarizados com o tema - antes de conceber um filho. Um curso repleto de palestras e aulas educativas sobre a importância da preservação da integridade física e psicológica da criança durante seu desenvolvimento. Talvez dessa forma seja possível a conscientização gradual da sociedade diante dessa situação cruel.