Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 10/05/2018
Visivelmente, a sociedade tem se tornado cada vez mais controladora, sendo transmitido para as novas gerações, assim, uma das consequências de tamanho controle é a agressividade, principalmente em jovens e crianças submissas. Dessa forma, a violência infanto juvenil no atual contexto brasileiro vem, infelizmente, aumentando. Assim, entre os diversos tipos de agressões se destacam a física e a psicológica, clamando urgentemente por um basta.
Assim, a maior parte dos abusos são sofridos em casa, onde há um maior nível de segurança e privacidade, fazendo com que os agressores se sintam mais a vontade. Dessa maneira, a violência física vai além de tapas e queimaduras, chegando a níveis preocupantes, como abuso sexual, e como consequência, os jovens e crianças crescem traumatizados ou reproduzem em sua fase adulta o ocorrido. Visto isso, estima-se que em um curto espaço de 15 dias, cerca de 1.900 casos são denunciados, entretanto, pequena parte deles tem uma solução definitiva, gerando a confiança na impunidade.
Outrossim, a violência psicológica é tão preocupante quanto a física, tendo em vista que, por não deixarem marcas visíveis, por vezes são tratadas com menor importância. Entretanto, elas podem ter consequências mais graves quando não tratadas devidamente, principalmente partindo de pessoas próximas, que na maioria das vezes são familiares. Assim, pode se caracterizar violência psicológica pequenos insultos, como “gordo”, chegando a frases mais fortes, como “você não é o suficiente”, insultos esses que podem chegar a níveis alarmantes, podendo levar ao suicídio.
Assim, a violência infanto juvenil deve receber uma maior atenção, com orientação para a vítima, família e amigos aprendem como agir sem por a criança ou o jovem em perigo, por meio da mídia e de policiais militares, propagar através de comerciais e novelas a importância da denúncia e criar um maior acesso entre policial e vítima, para que ela se sinta protegida, sabendo que o agressor será punido corretamente. Outrossim, detectar mudanças de comportamento e de personalidade, é importante que se tenha um acompanhamento com psicólogos nas escolas, para que caso o abuso venha a acontecer, a criança e o adolescente já esteja sendo amparado, evitando maiores danos, através de um acompanhamento didático durante toda a vida letiva desse jovem. Garantindo, assim, os direitos previstos na Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).