Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 14/05/2018
Bater não é educar
Com a criação do ECA- Estatuto da Criança e do Adolescente- em 1990, as crianças e adolescentes passaram a ter direitos e usufruir propriamente desses.Desse modo, foi proibido a tortura em qualquer escala inclusive a famosa " palmada", ainda presente em nossa sociedade.Nessa perspectiva, a fim de evidenciar a problemática da histórica e violenta forma de se educar o brasileiro, cabe analisar os reais motivos dessa violência, como também seus danos ao indivíduo.
Primeiramente, é válido ressaltar que, a forma como os progenitores foram criados é repassada para seus filhos. Para comprovar tal aspecto, cita-se o filósofo Emmanuel Kant, " o ser humano é o que a educação faz dele", e assim, devido a educação recebida por seus país o método tradicional, quem bate educa, acaba por se repassar essa educação que por fim, gera sequelas físicas e emocionais para toda a vida.
É fundamental destacar ainda que traumas que maus tratos durante a infância tem efeito negativo para a saúde. Segundo o professor e Psiquiatra e Harvard Martin Teicher, “nossos cérebros são esculpidos por nossas experiências na infância”, assim, além dos maus tratos causarem estresse, que pode atrapalhar o desenvolvimento do cérebro, o estresse extremo pode prejudicar o desenvolvimento dos sistemas nervosos e imunológicos. Como resultados, as crianças que são violentadas correm mais risco de problemas de saúde quando adultas.
Fica claro, portanto, que o homem é o resultado de sua educação .E dever da unidade familiar tomar medidas e castigos que não descumpram o ECA e portanto sem agressão para que haja uma maior harmonia e IDH- Índice de Desenvolvimento Humano - do país. Cabe também aos hospitais e escolas criarem campanhas que deixem claro o papel de uma formação social eficiente, impondo limites sem desenvolver traumas no indivíduo.