Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?

Enviada em 13/05/2018

Hábitos de Gerações

Em séculos passados, as famílias tradicionalistas, de maneira geral, tinham uma criação muito severa e até agressiva com seus filhos. Era normal dizer naquela época que a relação entre pais e filhos deveria ser a mais distante possível, de maneira que as crianças aprendessem a enfrentar as duras realidades da vida por si mesmos. Porém, o que permanece agora nessas crianças já crescidas são em boa parte um sentimento de indignação e de revolta, além do trauma de eventuais abusos físicos ou psicológicos acontecidos.

Na canção “Geração Coca-Cola”, de Renato Russo, é perceptível como nossa família e sociedade nos moldam e nos “programam” a agir de determinada forma, mesmo que de uma maneira negativa. Assim sendo, o hábito de bater e atacar verbalmente os filhos e parentes menores foi passado de geração em geração, e está levando tempo até que o sentimento de trauma, dor e angústia sobrepujem essa tradição familiar.

Mesmo que a consciência da necessidade de bater nos filhos para educá-los esteja mudando, ainda são muitos os casos de agressão contra crianças e adolescentes, não só pelos pais, como também por outros parentes ou conhecidos. Segundo a Unicef (União das Nações Unidas Para a Infância), pelos registros do Disque 100, do Ministério da proteção aos Direitos Humanos, são cerca de 5 crimes de violência contra menores de idade acometidos no Brasil, e mais de 70% desses casos os responsáveis estão próximos à família.

Assim, é imprescindível que o Disque 100 seja mais difundido no território brasileiro e a resposta policial seja mais rápida e eficaz. Para isso, é necessário que o tema seja levado a todos os municípios, e esclarecido em escolas e campanhas, tanto para aumentar a sensibilização em relação às consequências da violência contra a criança e o adolescente, quanto para direcionar procedimentos que auxiliem essas pessoas em caso de ocorrência do crime.