Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?

Enviada em 06/07/2018

A violência contra a criança permaneceu neglicenciada por um longo período, sendo até mesmo confundida e associada à educação. Na Primeira Revolução Industrial, por exemplo, crianças eram quase sempre obrigadas a trabalhar em fábricas têxteis, onde assumiam funções perigosas como manutenção de motores, estando sujeitas a lesões irreversíveis, tanto físicas quanto psicológicas. Ou seja, tal violência representa uma grave ameaça à formação juvenil, necessitando de apoio social e governamental para neutralizá-la.

No Brasil, o abuso contra infantis estabeleceu-se além de seus lares, pois antigamente a “palmatória” era utilizada em escolas para “educar” e “disciplinar” os alunos. Contudo, o resultado nunca foi o objetivo almejado, sendo que tal ato apenas ridicularizava os jovens perante seus colegas e infiltrava tal comportamento no caráter do indivíduo que, posteriormente, seria um adulto com sérios problemas sociais. Isto é, através disso houve perpetuação dessa violência na sociedade brasileira

Sendo assim, surgiu o comodismo. Ou seja, a população banalizou essa violência, sobretudo pela alta recorrência, gerando descompromisso com a resolução da problemática. Segundo Isaac Newton, na Lei da Inércia, um corpo tende a permanecer inerte até que uma força atue sobre ele, e em analogia, podemos concluir que a solução de tal abuso só surgirá quando houver movimentos contundentes sobre o tema. E tais movimentos aparentam estar longínquos ao analisar a banalização social relacionado ao tópico.

Portanto, é imprescindível ações a fim de conter a impetuosidade que assombra diversas famílias. Um caminho viável seria a formatação da Lei da Palmada, criando punições severas para os responsáveis que infringirem tal lei. Além disso, o Estado deve implantar psicólogos nas escolas, sendo esse um profissional confiável para apoiar o aluno e aconselhar seu responsável, cujo criará valores a serem transmitidos a seus filhos, assim garantindo os direitos naturais da criança.