Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 24/08/2018
O caso Isabella Nardoni, em 2008, chocou a sociedade brasileira devido a crueldade dos responsáveis com a menor. Nesse sentido, históricos de violência contra as crianças não são uma exceção, no Brasil, e vem ferindo alguns direitos básicos dos infantos, como o respeito e à dignidade. Sendo assim, cabe analisar as motivações da agressão infantil no país e buscar solucioná-las de forma concisa e que traga benefícios à população.
Primeiramente, vale destacar que a violência contra crianças não se baseia apenas na brutalidade física, mas também moral e isso pode prejudicá-las no seu desenvolvimento. Geralmente, esse desrespeito com os menores ocorre dentro do próprio lar e contribui para o aparecimento precoce de patologias como depressão e ansiedade, pois o infanto não se sente amado. Segundo dados de uma cartilha elaborada pela Fiocruz sobre saúde mental das crianças, cerca de 60% delas convivem com ansiedade, confirmando um prejuízo no desenvolvimento dos pequenos.
Outro fator a ser mencionado é a desinformação sobre a gravidade do assunto. Muitas vezes, a população presencia casos de agressões física e moral contra crianças, porém não denuncia por achar isso algo normal. O filósofo Kant, menciona que “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Portanto, a ausência de informação colabora para que a sociedade seja construída a base de ações brutais, além de fazer com que o próprio infanto se torne alguém violento, pois foi o exemplo que recebeu.
Por tudo isso, instruir a sociedade sobre como lidar em casos de violência infantil é primordial. As famílias, em parceria com as instituições de ensino, devem observar qualquer alteração de comportamento da criança, por meio de conversas, de atividades lúdicas e até orientações específicas sobre como proceder diante de alguma agressão, visando o aumento das denúncias e o amparo para um desenvolvimento eficaz. Além disso, o Ministério da Saúde deve divulgar as formas de queixa, como o disque 100, por meio de propagandas de brinquedos infantis e campanhas em hospitais e escolas, buscando além da denúncia o debate social.