Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?

Enviada em 02/10/2018

Na Antiguidade, do século VIII a. C.ao V d. C, práticas cruéis contra crianças, como abuso sexual e violência física eram toleradas, uma vez que elas eram consideradas mini adultos. Hoje, órgãos preservam os direitos dos futuros cidadãos; todavia, deploráveis atos de exploração sexual infantil ainda estão presentes na sociedade, os quais se dão pela falta de engajamento familiar e social para o combate.

É indubitável que a família tem papel fundamental na prevenção da exploração sexual infantil. No entanto, de acordo com a pesquisa da Kaspersky Lab de 2017, apenas 37% dos pais estão preocupados com a vida digital dos filhos. Esse dado alarmante revela que a negligência familiar influi negativamente no combate a errôneos atos contra crianças, já que a liberação dos meios cibernéticos aos pequenos sem limites e sem informações de uso facilita que eles sejam corrompidos por conta da ingenuidade e da falta de experiência. Assim, a rapidez e a interligação das redes sociais proporciona o combate infantil com os exploradores de todos os lugares, os quais possuem conhecimento de persuasão capaz de aliciar os menores para transmissões íntimas na web ou, até mesmo, para marcar encontros no intuito de arrecadar dinheiro. Logo, é perceptível que a família deve intervir em redes sociais e ensinar as crianças sobre o contato com pessoas estranhas.

A sociedade, além disso, não deve tratar a prática de explorar intimamente os futuros adultos como tabu, mas sim proliferar informações e discutir o assunto. Segundo o Ministério Público, é preciso que a população denuncie a comercialização sexual de crianças. Desse modo, nota-se a necessidade de um engajamento social para que os criminosos sejam descobertos facilmente, os familiares alertados e as crianças ensinadas sobre cuidados. Assim, o lastimável ato será combatido por força e voz social, visto que as instituições têm grande poder na erradicação de problemáticas através da união que promove o estímulo à denúncia e a busca pelos delinquentes que exploram os infanto-juvenis. Dessa maneira, percebe-se a necessidade da participação da sociedade.

Destarte, tendo em vista a necessidade de combater a exploração sexual infantil é imprescindível que os familiares passem a não só monitorar a vida digital dos filhos, mas também a explicar sobre o cuidado com pessoas estranhas, a fim de que as crianças não sejam persuadidas pelos exploradores. Outrossim, é fundamental que o Estatuto da Criança e do Adolescente, junto à sociedade, promova campanhas na internet, disponibilizando números para denunciar os criminosos, como o Disque 100 para que a população em geral contribua no combate às problemáticas. Dessa maneira, a comercialização infantil será erradicada.