Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?

Enviada em 15/10/2018

A violência infantil é um problema que gera polêmica na sociedade. Atualmente, essa ação cruel está crescendo entre as famílias brasileiras, apesar da Constituição do Brasil de 1988, que é a maior lei do país, na parte relativa aos direitos sociais, em seu artigo 6º, garantir a proteção a maternidade e a infância.

Em primeiro plano, é primordial desconstruir a cultura social que associa agressão à educação. Embora a lei menino Bernardo proíba castigos físicos ou tratamentos crués e degradantes, uma grande parcela dos pais continuam submetendo seus filhos à ações violentas em vez de corrigi-los com o diálogo. Nesse sentido, a reprodução maciça, pelos progenitores,dos métodos severos de criação somado a aceitação coletiva do mito de que punir agressivamente é o melhor caminho para a educação, costumam ser as principais causas do aumento da violência infantil.       Outrossim, a violência infantil deve ser tratada como uma questão de saúde pública. Parafraseando o filósofo alemão Schopenhauer, o mundo é encarado conforme a representação de cada um. Dessa forma, indivíduos submetidos a um forte estresse, durante seu desenvolvimento, apresentam comportamentos de risco que nem sempre são diagnosticados como frutos de traumas infantis.

Dado o exposto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. O governo deve cobrar menos impostos de empresas que criem postos de trabalho para atender aos marginalizados. Como também, incentivá-las a adotar políticas públicas que visem à especialização de seus funcionários, podendo reduzir algumas horas de serviço para que eles possam dedicar mais tempo a melhoria profissional e interagir com seus filhos. Sendo assim, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir em escolas e universidades, palestras ministradas por psicólogos e outros profissionais, que discutam sobre a importância da família estruturada para preservar a integridade física e mental dos menores