Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?

Enviada em 21/03/2019

“O ornamento da vida está na forma como um país trata suas crianças”. A frase do sociólogo Gilberto Freyre deixa clara a sua opinião quanto a importância que as crianças exercem dentro da sociedade. Entretanto, o que se observa no Brasil é uma alta taxa de violência infantil. É preciso ações que tratem esse problema.

Primeiramente, pode-se citar o despreparo das pessoas para serem pais. Segundo a Secretaria de Direitos Humanos, 70% dos casos de violência infantil ocorre dentro de casa. Diante disso, percebe-se que os pais muitas   vezes são responsáveis pelo ato. Isso se deve, em partes, a romantização da maternidade  e a pressão social que existe para um casal ter um filho, sem prepara-lo para os desafios que irão enfrentar nesse percurso. Desta forma, entende-se que as dificuldades da criação gera frustração nos pais que acabam por descontar na criança.

Por conseguinte, destaca-se as mudanças nas funções social. Antes, era trabalho da mãe cuidar dos filhos, mas hoje, é comum ter ambos os pais inseridos no mercado de trabalho. Uma consultoria da Asap, mostrou que de 1090 profissionais entrevistados, 67% declararam ter a vida pessoal afetada pelo trabalho. Assim, percebe-se que o estresse do emprego acrescido aos desafios de se criar um filho podem levar a casos de violência contra a criança.

Faz-se necessário, portanto, medidas que tratem a causa do problema. É imprescindível que o governo crie um novo projeto que vise desromantizar a gravidez e ajudar os pais a lidar com as frustrações. Para isso, é necessário uma política de incentivo ao planejamento familiar, através de propagandas na tv e na internet que exibam as dificuldades de se criar um filho e a necessidade de se planejar para isso no melhor momento. Além disso, deve-se ter a criação de grupos de apoio para pais conversarem sobre os desafios encontrados na criação.