Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?

Enviada em 06/08/2019

É na infância que o individuo cria sua personalidade e aprende como se portar em sociedade. E, por causa disso, é inquestionável o fato de que é essencial que as crianças tenham acesso a seus direitos básicos. Porém, atualmente, diversas crianças sofrem com a violência sexual e pode-se dizer que este problema ocorre devido a cultura que normalizou esse assunto.

No livro “Fale” a escritora relata sua infância, no qual a mesma durante esse período foi vítima de abuso sexual por familiares. E, infelizmente, o que aconteceu com essa autora não é uma exceção e sim uma regra, pois é inegável o fato de que diversas crianças atualmente sofrem com o problema de estupro de vulnerável e muitas das vezes não é feito a denúncia, pois os agressores são familiares e pessoas próximas as vítimas e essas chantageiam e ameaçam as crianças, fazendo com que elas se intimidem com esse assunto. Em virtude disso, o menor pode apresentar maior facilidade em desenvolver problemas psicológicos, optando até mesmo pelo suicídio como forma de liberdade perante a isso.

Além disso, um fator que contribui para a persistência da violência sexual contra as crianças é a normalização desse fato pela mídia. Pode-se ver isso no filme “Lolita”, no qual sexualizam a protagonista, que é uma criança, mostrando ela exibindo-se para o seu padrasto. E, devido a retratos como este, cria-se uma cultura que descredibiliza o relato da vítima.

Logo, para que tal problema diminua, é necessário que o Ministério da Educação crie um projeto para implantar psicólogos nas escolas,  para que as crianças e jovens tenham maior facilidade em acessar esses profissionais e relatar problemas sofridos em casa, tendo assim instrução para denunciar. Ademais, é preciso que o poder legislativo desenvolvam leis que visem punir, por meio de multas, os diretores que produzam filmes que tenham conteúdo semelhante ao de Lolita. Com isso, talvez em futuro próximo, diversas criança possam usufruir de seus direitos básicos.