Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 24/08/2019
No seriado de televisão “Chaves”, as crianças sofrem violência constante por desagradarem os adultos, em especial o “Seu Madruga”. A realidade contemporânea brasileira, no entanto, não se apresenta muito distante da mostrada no seriado. A lamentável violência contra as crianças e adolescentes é um dos principais problemas ao Estado democrático e apresenta como principais razões de perpetuação as questões sociais e econômicas vivenciadas no país.
Em primeiro plano, cabe ressaltar que a violência infantil possui caráter dominante. De acordo com o estudioso da Escola de Frankfurt Teodor Adorno, a natureza de dominação é, por si só, imoral. Nesse sentido, é evidente que a lastimável coerção contra os jovens possui características de opressão e estimula o desenvolvimento de sequelas, muitas vezes, irreparáveis aos oprimidos. Logo, há a imensa necessidade em acabar com esse tipo de opressão, uma vez que gera exclusivamente prejuízos à sociedade.
Ademais, é importante mencionar que a sociedade capitalista propicia o desenvolvimento da agressão. Segundo Karl Marx, a história é marcada pela luta entre os opressores e os oprimidos, sendo o capitalismo um mecanismo de controle do opressor. Assim, é notório que a economia de mercado potencializa doenças e estresse ao trabalhador, que acaba, infelizmente, muitas vezes, descontando na família, em especial nos filhos. Percebe-se, então, que problemas psicológicos aumentados pela economia de mercado acabam gerando catástrofes nas vidas de seres indefesos.
Portanto, é necessário que o Ministério da Mulher, Família e Cidadania divulgue à população a extrema carência de denunciar os crimes de violência infantil por meio de mídias e de financiamento a órgãos engajados na causa, como a SCH (Secretaria de direitos humanos). Além disso, é fundamental que esse Ministério divulgue e financie clínicas de tratamentos psicológicos às pessoas que já sofreram com essa violência. Assim feito, há a possibilidade desse fenômeno tornar-se majoritário em séries.