Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 26/08/2019
Durante a Revolução Industrial, crianças e adolescentes eram submetidos ao trabalho compulsivo, o que comprova que a ocorrência da violência infanto-juvenil não é algo restrito à atualidade. Hodiernamente, 129 casos por dia de violência são registrados ao Disque Denúncia, segundo a UNICEF. Tal realidade deve ser combatida a fim de garantir os direitos dessa camada vulnerável no Brasil.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar os danos causados por qualquer tipo de violência, são problemas psicológicos e traumas graves que afetam diretamente tanto o comportamento como a saúde do indivíduo. O médico, Dr. Robert Black - ex presidente da Academia Americana de Pediatria- fala que as experiências adversas na infância são a maior ameaça de saúde pública não combatida no Estado, ou seja, enquanto o país não reconhecer a violência infanto-juvenil como uma crise na saúde pública, o problema estará longe de ser resolvido e os danos irá se tornar irreversíveis.
Ademais, é imprescindível não citar a falha do poder público em relação ao combate e ao apoio em casos de violência. A falta de preparo e do auxílio no acolhimento de vítimas, e também a insuficiência de conselhos tutelares especializados, resulta na incapacidade do Estado em atender demandas protetivas das crianças, o que aumenta o número de casos onde o Estado não consegue resolver e o afastamento de denúncias. Assim, a ideia do sociólogo Roberto Freyre de que o ornamento da vida está na forma como um país trata suas crianças, confirma o cuidado em que o Estado deve ter com os problemas referentes à infância, pois o crescimento do país está diretamente atrelado a educação que esse setor recebe na atualidade.
Para isso, cabe ao Estado em parceria com o Estatuto da Criança e do Adolescente, um maior incentivo em campanhas para o Disque 100, a fim de que os crimes ganhem mais visibilidade e medidas seja tomadas com eficacia. Além disso, as instituições educativas devem implantar palestras e psicólogos especializados, para cuidar do pequenos que passam por experiências adversas. Só assim, o numero de denúncias irá dimunuir.