Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 15/10/2019
Isaac Newton, por meio da inércia, afirma que tudo que está em movimento, tende a permanecer em movimento, até que uma força suficiente atue sobre ele, o que faz com que mude seu percurso. A violência infantil é um problema que persiste na sociedade brasileira. Com isso, ao invés de funcionar como a força suficiente capaz de mudar o percurso desse problema da persistência para a extinção, a combinação de fatores escolares e familiares acabam por contribuir com a situação atual.
Em primeiro lugar, é importante destacar que de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos a violência infantil é uma violação dos direitos universais e peculiares a pessoa em desenvolvimento. Além disso, uma pesquisa realizada pela Secretaria Nacional do Direito da Criança e do Adolescente informou que a cada 24 horas 300 crianças são exploradas no Brasil. Tal crime faz com que as vitimas sofram graves traumas psicológicos, além de afetar no seu processo de crescimento e socialização.
Entretanto, a questão está longe de ser resolvida. Ainda existem desafios para que seus direitos sejam garantidos. A falta de discussão do tema nas escolas e em casa, torna mais difícil para o indivíduo entender o que é certo e errado, dificultando a denúncia e punição do agressor. Sob a perspectiva filosófica de Immanuel Kant, o ser humano é fruto da educação. Logo, ao crescer em um ambiente onde atos de violência são normais, há grande chance dela se tornar uma pessoa agressiva no futuro.
Portanto, ao considerar os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que realizem a mudança do percurso. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação (MEC) inserir nas escolas, por meio de verbas governamentais, palestras ministradas por psicólogos para pais e alunos, sobre a importância de denunciar os crimes ocorridos, com o intuito de garantir que seus direitos sejam alcançados. Ademais, seria interessante que a mídia por meio de novelas que abordem o tema, buscasse orientar as familiar a dialogarem em casa. Só assim, será possível mudar o caminho da persistência para a extinção.