Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?

Enviada em 14/10/2019

Proteção ou Agressão?

“Lar doce lar” como diz o ditado popular, esse deveria ser o lugar onde as crianças iriam se refugiar dos problemas externos, mas não é bem assim que acontece, 70% dos casos de violência contra menores de idade ocorre ou na casa do agressor ou na da própria vítima. Resultando assim no único lugar de refúgio do agredido, as escolas, que por vezes não estão preparadas para receber a denúncia dessa vítima. A base da violência é o preconceito, hierárquico ou comportamental.

“O homem não é nada menos daquilo que a educação faz dele” a afirmação de Immanuel Kant exemplifica bem o que se torna uma pessoa após abusos, ela se torna o que aprendeu, virando nada mais do que o próximo agressor. Esse ciclo de abusos tem formado uma sociedade totalmente odiosa que gera problemas psicológicos como, Depressão, ansiedade, baixa autoestima entre outros. De acordo com o jornal diário do Nordeste, 4 em cada 10 mulheres que sofreram violência doméstica quando criança sofrem na vida adulta.

Continuo a isso, o que gera essa agressividade em corrigir é a visão deturpada de hierarquia que os pais ou responsáveis tem, acreditam que podem usar a melhor maneira que queiram pra corrigir, para abusar sexualmente entre outros. Ainda também para corrigir um “distúrbio comportamental” como homossexual ou machista no caso de garotas. De acordo com o jornal o tempo, em Uberaba pai espanca o filho após ver o mesmo usando batom.

É evidente portanto, que é de suma urgência um fim dos abusos infantis e que a base dessa violência é o preconceito hierárquico ou comportamental. Bom seria que o MEC com auxílio do conselho tutelas criassem cartilhas educativas para agentes da educação, assim quando houvesse uma denúncia de criança ou adolescente eles saberiam como proceder e iria criar um ambiente favorável para a vítima denunciar.