Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 20/07/2020
Embora a Constituição Federal de 1988 assegure o acesso à dignidade e ao bem-estar social como direito de todo cidadão, a violência infantil impede que uma parcela da população desfrute dessa garantia. Nesse cenário, as principais consequências desse ato são o surgimento de transtornos nas vítimas e o aumento da agressividade entre os jovens. Sob tal ótica, torna-se urgente o auxílio dos órgãos governamentais para reverter essa problemática.
Em primeira análise, é fulcral pontuar que os maus-tratos infantis causam, além de sequelas físicas, transtornos comportamentais e sociais. De acordo com pesquisas da revista Pediatrics, adultos que sofreram algum caso de abuso na infância possuem tendência a desenvolverem ansiedade, depressão e transtornos pós-traumáticos. Desse modo, faz-se mister o auxílio do Governo em medidas que assegurem os direitos das crianças e aos adolescentes.
Ademais, é imperativo ressaltar o aumento da agressividade como consequência dessa problemática. De acordo com a Secretaria dos Direitos Humanos, mais da metade dos casos de violência infantil acontece dentro de casa. À vista disso, por crescerem em ambientes agressivos e violentos, os filhos acabam por considerar esse comportamento normal e o reproduz em outros lugares. Isso corrobora a afirmação do filósofo Sartre de que a violência é sempre uma derrota.
Dessarte, medidas são necessárias para reverter o cenário apresentado. Portanto, urge que o Ministério da Saúde, em parceria com as escolas, realize campanhas educacionais, por meio de palestras e acompanhamentos psicológicos, com o intuito de conscientizar pais e alunos sobre os riscos da violência infantil, além de auxiliar os jovens que sofreram maus-tratos para que não desenvolvam sequelas graves. Isto posto, a problemática apresentada será gradativamente mitigada e o Brasil poderá alcançar a plenitude democrática proposta na Constituição Federal.