Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 01/10/2020
Um dos graves problemas a ser enfrentado no Brasil, a violência infantil atinge muitos jovens por todas as partes do país. Sendo pouco acompanhada por órgãos competentes, a violência contra os juvenis se consuma principalmente nas áreas mais abastadas de direitos, ou seja, na periferia, se restringindo, concomitantemente, a classe sociais. Sendo assim, é necessário conhecer os motivos que levam à violência e suas consequências na vida das vítimas.
Em uma primeira análise, deve-se destacar o papel cultural, ou seja, os agressores ainda preferem violentar pessoas do sexo feminino, além de optarem por uma idade de maior vulnerabilidade, de 5 a 9 anos de idade, sendo a própria casa o ambiente da violência, segundo o MS. Outro fator, o econômico, deve ser levado em consideração, já que muitas famílias de baixa renda comercializam seus filhos em troca de favores e comida, principalmente, caracterizando a violência sexual, mais praticada no Brasil.
Desta forma, os efeitos sobre os jovens são muitos e potencialmente perenes, visto que as iniciativas governamentais são ineficientes. Os púberes estão expostos a problemas comportamentais em razão da violência física e psicológica, além de formarem uma mentalidade violenta como forma de redenção às agressões sofridas, ou seja, a violência cria um iminente agressor. Outrossim, a união de todos esse fatores perpetua a violência infantil na sociedade brasileira.
Em virtude das alarmantes ocorrências, é de fundamental importância a intervenção do Estado. Ao Ministério da Saúde, cabe proporcionar apoio psicológico gratuito, via SUS, disponibilizando equipes capacitadas em zonas periféricas, além do MJ intensificar o combate à violência, proporcionando melhores estruturas ao conselho tutelar, possibilitando o pleno funcionamento de suas funções. Somente assim, pode-se impedir a eternização deste crime bárbaro.