Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 12/01/2021
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Dr. Vince Felitti e pelo Dr. Bob Anda denominada de “experiências adversas na infância”, ou EAI, a qual abrangia inúmeras categorias desde abuso psicológico ao sexual, cerca de 67% da população tinham pelo menus uma EAI. Nesse viés, nota-se que se trata de uma problemática que assola o cotidiano pós-moderno e urge por soluções imediatas. Tendo isso em vista, não só a necessidade de diálogo, como também o abuso parental endossam a importância de se resolver o problema da violência infantil.
Em primeira análise, é válido salientar que é necessário debater-se mais sobre o assunto. Nesse âmbito, o ato de falar sobre isso de maneira mais recorrente poderia facilitar na garantia de direitos da criança e do adolescente, haja vista que a vítima passaria a entender sobre o que é certo e errado, e até onde vão os limites de uma relação, antes que se torne um trauma e acarrete em problemas de saúde.
Outrossim, destaca-se o mais recorrente deles, o abuso parental. Segundo a Secretaria de Direitos Humanos, de 170 mil casos de violência contra a criança, 53% são provenientes de mães e pais. De maneira elucidativa, tal conjuntura evidencia que, ao ocorrer um excesso de superioridade desmedido, pais/familiares subentendem que o que fazem se encaixa dentro do “correto”.
Entende-se, portanto, que medidas são necessárias para solucionar tal problemática. Diante do exposto, faz-se necessário que instituições escolares juntamente com os familiares (e quando imprescindível, o Conselho Tutelar) se atentem a observar o comportamento da criança ou do adolescente, pois de alguma maneira eles irão demonstrar ações que evidenciem um pedido de ajuda, com a intenção de evitar-se problemas futuros. Desse modo, espera-se que os direitos da criança e do adolescente sejam assegurados.