Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 27/10/2020
Na ficção hollywoodiana, “O quarto de Jack”, uma criança é mantida em cativeiro por longos anos pelo próprio pai, que negligencia educação, saúde e lazer para essa. Hodiernamente, fora da ficção, os direitos de crianças e adolescentes ainda são prejudicados em todo o mundo. Sob essa óptica, faz-se imperioso responsabilizar não somente a rígida instrução enraizada na sociedade, mas também a persistente sexualização infantil.
Visto isso, um fato comum na sociedade atual é que, embasada na ansiedade e frustrações posteriores dos responsáveis, a instrução parental pode ser hiperbolicamente exigente e física, que pode acarretar em doenças psicológicas em jovens e crianças. Infelizmente, tornou-se cada vez mais comum casos em que os pais descontam seus sonhos não concretizados em seus filhos, usando a violência física e verbal contra menores de idade como um meio de livrarem-se de toda a ira do cotidiano. Porém, a vítima adquire traumas e, consequentemente, a criança ou jovem crescerá com dificuldades psíquicas que podem atrapalhar seus relacionamentos sociais ao longo da vida, como a depressão e ansiedade, por exemplo. Em adição, a frase do filósofo Benedetto Croce pode ser aplicada diante da situação: “a violência não é força, mas fraqueza, nem nunca poderá ser criadora de coisa alguma, apenas destruidora”.
Nessa análise, o filme “Lolita” é um clássico do cinema e literatura. Nesse, a personagem Dolores, que tem apenas 12 anos, é sensualizada diante das telas com roupas curtas e provocações descabidas. Ainda, sabe-se que o abuso sexual infantil está presente na sociedade por tempos incalculáveis, visto o caso polêmico em 2020 em que uma criança de 10 anos engravidou do tio após estupro. Outrossim, a mídia tem sido ineficaz em informar pais sobre sinais de abuso dentro de casa, assim como escolas não têm ministrado com competência para menores sobre violência sexual, a fim que identifiquem casos e suspeitas. De acordo com pesquisas do jornal Globo, três menores de idade são abusadas a cada hora no Brasil, sendo meninas o principal alvo de pedófilos.
Assim, cabe ao Ministério da Educação, atrelado ao Ministério da Saúde, promover um maior destaque de investimentos para realizações de diálogos com psicólogos entre membros familiares por meio de palestras de cunho educativo, com o objetivo de desconstruir a rígida instrução em pais e buscar alternativas para a educação dos filhos. Ainda, as mídias digitais, com auxílio de escolas, devem divulgar e debater sobre sexualidade e abusos em fóruns, influenciando vítimas a falarem sobre a violência para autoridades ou alguém de confiança, com o fito de encerrar a estrutura milenar de abusos contra menores de idade. Então, a história de “O quarto de Jack” ficará apenas nas telas.