Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 10/11/2020
Durante o seriado Little Women, a personagem Amy March é castigada fisicamente pelo professor diante toda a classe porque estava comendo dentro de sala de aula. Assim como na série de TV, o castigo físico era comumente usado para educar as crianças e adolescentes durante várias gerações. No entanto, a violência infantil é um problema que está diretamente relacionada com essa antiga mentalidade e prejudica muitos jovens.
Em primeiro lugar, vale destacar que os responsáveis geralmente usam os castigos físicos, pois foram ensinados assim quando criança. De acordo com a educadora Jamile Coelho, “Os pais costumam a repetir os hábitos de seus pais”. Dessa forma, a educação que foi recebida é transmitida para o filho com certa naturalidade. Segundo um estudo publicado pela revista médica JAMA Pediatrics, cerca de 35% dos pais admitiram ter batido nos filhos em 2017, mostrando o quanto esse ato continua enraizado na sociedade. Isso acontece porque muitos responsáveis não têm noção dos problemas que isso pode causar nos filhos.
Ademais, é importante salientar os prejuízos causados pelos castigos. Conforme o Artigo 18 do Estatuto da Criança e do Adolescente, tais indivíduos têm o direito de serem educados e cuidados sem o uso de castigos físicos, tratamento cruel ou degradante. Todavia, o uso da força física, humilhação e ameaça vem sendo um dos causadores de problemas na saúde de muitos jovens. De acordo com o artigo publicado no site Diário da Saúde, crianças que sofrem com experiências adversas, como abusos ou negligências, estão mais propensas a terem doenças cardíacas e psicológicas. Logo, os adultos deveriam aprender a educar os filhos de forma consciente e compreender que bater pode ser uma experiência traumática para a criança.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação, por meio de palestras dentro das escolas, deve apresentar aos jovens e crianças medidas necessárias para denunciar os agressores, dessa forma os jovens terão noção de como realizar as denuncias e procurar suporte. Além disso, mostra-se necessário a ação do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, por meio de agentes sociais, que ensine os modos adequados dos pais lidarem com os filhos e os informarem dos malefícios da violência contra a criança. Assim, o papel do adulto será ajudar as crianças a compreender a gravidade do problema sem agredi-la por isso. Espera-se, com essas medidas, que a violência infantil não possua espaço na sociedade.