Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?
Enviada em 24/04/2017
O passado continua pesando
A história é pródiga em nos apresentar a questão da violência infantil como herança do patriarcalismo. Contudo,apesar dessa estrutura ser repudiada há tempo pela sociedade, ela continua enraizada no âmbito familiar e social,e vem de encontro à criança e o adolescente no que concerna às formas de corrigi-los e educa-los.
Não obstante tenha sido promulgadas muitas leis em favor da proteção aos menores,o passado continua pesando.Tapas socos e beliscões é visto,por alguns pais,como a única de formar bons cidadãos.Ademais,não só existe agressão física como também psicológica,expressando-se nas humilhações e escárnio.O diálogo configura-se como ser estranho,longínquo ou ignorado dentro de casa.
A criança e o adolescente,quando sofrem com o supracitado,estando esses em processo de sobremaneira importância do ciclo de vida,deixam de expressar suas capacidades.Por exemplo,tanto na escola em relação ao aprendizado,quanto à integração em sociedade.Também é válido ressaltar que além de sofrerem essas situações no ‘’lar’’(70%dos casos de agressão),não encontram apoio para a confissão do que temem expor,nem em sala de aula e,sobretudo,do Estado.
Podemos dizer que,no Brasil,existem muitas leis que geram direitos,no entanto,com frequência não são garantidos.A questão da punição à violência infantil passa desapercebida pelo Executivo,posto que,não obstante estarem integradas,assumidas e garantidas pela lei,corroboram a ideia da falta de ações conjuntas por parte desses poderes.Empenho.
Destarte,urge a necessidade de superar o que fora herdado de gerações passadas e,nesse ínterim,a força da lei em favor da punição para quem comete qualquer dos tipos de violência contra à criança e o adolescente.Também é necessário o investimento do governo na formação de professores capacitados a fomentar debates em sala de aula acerca desta situação.