Violência infantil: como garantir os direitos da criança e do adolescente?

Enviada em 02/04/2021

Em “Lolita”, famoso livro de Vladmir Nabokov, a trama é voltada para uma relação entre um homem, já adulto e uma pequena garota. Ao decorrer da história, são expostas situações de violência sexual e psicológica contra a menina. Tal cenário se aproxima de uma realidade vivida por crianças no mundo  todo. Com essa afirmação, conclui-se que é de suma crucial importância discutir os possíveis motivos  das agressões, que podem ser dependência química, transtornos mentais e outros. Ademais, esses ocorridos causam traumas psicológicos de incalculáveis dimensões, afetando o futuro desenvolvimento pessoal da vitima.

Em primeiro lugar, cabe abordar e investigar a origem dessa problemática. De acordo com dados da SDH (Secretaria de Direitos Humanos), 70% dos casos de violência contra a criança acontecem nas próprias residências. Em outras palavras, os agressores são, predominantemente, os pais ou tutores. Logo, os motivos para tratar uma criança de tal modo são postos em questão. Entre eles, pode-se citar a dependência química, pois o uso de substâncias ilícitas, como drogas e álcool, tem efeito direto sobre o cérebro do usuário. Portanto, sob a influência de entorpecentes, o malfeitor pode revelar atitudes violentas e desrespeitosas. Além disso, distúrbios mentais, como a bipolaridade, geram falhas na personalidade do enfermo, causando os mais diversos e tristes tipos de episódios envolvendo violência  fisica, psicológica e sexual.

Sob um segundo viés, pode-se citar que essas circunstâncias trazem efeitos perenes ao desenvolvimento pessoal da criança violentada, pois o trauma gerado traz problemas relacionamentais. Dito de outro modo, mesmo tendo atingido a idade adulta, a vítima apresenta dificuldades para agir e fazer parte do corpo social, dado que a síndrome do estresse pós-traumático assola o paciente de modo persistente e longevo. Assim sendo, os obstáculos a serem enfrentados se apresentam frequentemente na vida cotidiana, como exempo, crises de pânico e ansiedade.

Em suma, é relevante a tomada de medidas que busquem o fim da violência infantil. Logo, afim de atenuar esse tipo de impetuosidade, por vezes gerado pela gravidez malquista, deve-se investir no uso de contraceptivos. Campanhas em favor do uso de anticoncepcional e preservativos podem ser eficientes, por evitarem o concebimento de filhos indesejados e possíveis alvos de violência. Outrossim, levando em consideração os casos já em acontecimento, a terapia é de extrema importância para o crescimento pessoal e recuperação da vítima. Portanto, na internet são encontradas variadas formas de acompanhamento psicológico, sendo eles gratuitos ou pagos, sendo feitos por chamadas de vídeo. Enfim, a partir dessas ações, será possível construir relações mais pacíficas e saudáveis.